28 de agosto de 2011

Saphira


Não me culpe por ser eu mesma , é que não sei mentir , não sei ser algo que não sou. Sou inconseqüente , insana e voraz. As vezes sou muito mais do que queria e outras sou menos do que gostaria , mais sempre sou eu , independente se gostem ou não , sou como a água do rio , vou quando quero onde quero , passando entre dias calmos , serenos e dias agitados e raivoso . Não sou exata sou uma incógnita , as vezes quente e outras frias , mais sempre eu mesma .
Vivo a vida como se as coisas fossem acabar ao crepúsculo , como se nada fosse duradouro , e a gente que me condena por isso , mais a vida é dura de mais pra se pensar muito e decidir pouco , ela é rápida e não espera , então brindamos o hoje por que o hoje é certeza o amanhã não é concreto . Brindemos as coisas simples a beleza mais doce , a vontade mais louca , ao desejos mais insanos as besteiras mais bobas , brindemos a vida. Entre quatro paredes é onde ocorrem as coisas mais verdadeiras , mais gostosas , é onde o que é oculto se revela , onde não tem segredos mais simplesmente corpos .
As crianças são as menos escutadas e as que mais tem coisas a falar , um sorriso no meio do nada transforma vidas , faz visível o que se esconde .
Não sei amar pela metade , não sei me dividir ao meio , sou inteira , sou o que ninguém prende o que ninguém aprisiona , sou a areia , a água , o vento , sou sempre eu mesma .


Saphira

0 comentários:

Postar um comentário